As mulheres produtoras do Sítio Brabo, em Custódia (PE), município do Sertão do Pajeú, produzem bens de consumo com alto nível de sofisticação e valor agregado a partir da ovinocaprinocultura. Doces, queijos finos, requeijões e licores fazem parte do leque de produtos que a Associação vem produzindo com o auxílio de assessoria técnica e acesso à tecnologia de produção de alimentos.
Sua história
Josefa, presidente da Associação, é filha de agricultores e carrega no sangue a sabedoria do manejo da terra e dos animais. Herdou um loteamento do sítio do seu pai e, desde 2003, tira seu sustento da criação de ovinos e caprinos e da plantação agrícola. O investimento na Associação e a decisão por ovinocaprinocultura se deu através de um projeto de acesso a crédito do Banco do Brasil em 2008 para a criação de ovinos e caprinos, e para produção de leite. O investimento não só foi bem-sucedido como rendeu frutos e, hoje em dia, tem produção e marca consolidadas. Atualmente, ao todo, a Associação tem 120 membros, em sua grande maioria mulheres. Por isso o gênero dominante está carregado no nome da Associação.
Josefa é Raízes da Caatinga
Josefa e as mulheres da Associação das Mulheres do Sítio Brabo são beneficiárias do Pacto Pajeú Sustentável, uma das iniciativas que fazem parte do Programa Raízes da Caatinga, parceria estabelecida entre a Fundação Laudes e a IDH para viabilizar, entre outras soluções, a implementação do Programa Colaborativo de Paisagem com Produção Regenerativa (RPLC) no semiárido brasileiro.